Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

TEP em COVID-19: fatores de risco diferentes dos clássicos?

Os fatores de risco para tromboembolismo pulmonar (TEP) em pacientes com COVID-19 são diferentes dos fatores clássicos que conhecemos. 

Trombólisis local en tromboembolismo pulmonar

Um estudo francês recentemente publicado no Eur Heart J. mostrou os novos fatores de riscos, embora também tenha mostrado que a anticoagulação reduz o risco de TEP, do mesma maneira que ocorre com os pacientes com fatores de risco convencionais. 

Relatos iniciais sublinharam um aumento da incidência de TEP nos pacientes com COVID-19, mas não surgiu nenhum consenso sobre quando, qual e em que dose dever-se-ia iniciar a anticoagulação. 

Este trabalho sugere que a anticoagulação em doses terapêuticas após a admissão ou em doses profiláticas durante a internação podem reduzir a incidência de TEP, como aconselhado nas diretrizes. 

O estudo selecionou 1240 pacientes hospitalizados por COVID-19 em 24 centros franceses entre fevereiro e abril de 2020. Do total, 103 pacientes (8,3%) foram diagnosticados de TEP por angiotomografia pulmonar. 


Leia também: ACC Virtual 2020 | CARAVAGGIO: Apixabana em tromboembolismo venoso associado ao câncer.


Os pacientes com TEP requereram cuidados intensivos (31,1% vs. 13,5%) e ventilação mecânica (24,3% vs. 7,3%) mais frequentemente que aqueles que não apresentavam a complicação (p < 0,001 em ambos os casos).

Até aqui, nenhuma surpresa. O interessante foi que a ocorrência de TEP não afetou a mortalidade (p = 0,038). 

Os pacientes anticoagulados antes da internação (sem importar o esquema ou a indicação clínica) e aqueles que receberam profilaxia durante a internação apresentaram menos risco de TEP. 


Leia também: Trombólise local em tromboembolismo pulmonar: uma técnica segura.


Na análise multivariada os fatores clássicos como a idade, antecedente de câncer, antecedente de doença tromboembólica, tabagismo e obesidade não se associaram com TEP, bem como outras comorbidades cardiovasculares como a diabetes, a hipertensão, a insuficiência cardíaca crônica ou a doença coronariana (p > 0,05 para todas).

Por outro lado, foram preditores independentes o sexo masculino, o tempo de estadia hospitalar e a elevação de biomarcadores de inflamação sistêmica. 

Continuamos sem ter clareza em relação ao risco de sangramento, embora pareça suficiente informação para indicar profilaxia de tromboembolismo naqueles pacientes que são admitidos com COVID-19, para além dos fatores de risco. 

Título original: Pulmonary embolism in COVID-19 patients: a French multicentre cohort study.

Referência: Fauvel C et al. Eur Heart J. 2020; Epub ahead of print.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

SCAI 2026 | Arterialização de veias profundas em pacientes com isquemia crítica de membros inferiores sem opção convencional

A isquemia crítica de membros inferiores (ICMI) representa um dos estágios mais avançados da doença arterial periférica (DAP). Em uma proporção significativa de pacientes,...

C-TRACT: terapia endovascular na síndrome pós-trombótica por obstrução ilíaca

A síndrome pós-trombótica (SPT) é uma das sequelas mais limitantes após uma trombose venosa profunda (TVP) proximal. Manifesta-se clinicamente como dor crônica, edema, alterações...

Embolização com coils de artérias segmentares como estratégia de proteção medular prévia à recuperação endovascular complexa de aorta toracoabdominal

A isquemia medular continua sendo uma das complicações mais devastadoras na recuperação de aneurismas toracoabdominais, com incidência de até 20-30% em reparações extensas. Nesse...

Trombectomia mecânica versus anticoagulação no TEP de risco intermediário: revisão sistemática e metanálise

O tromboembolismo pulmonar (TEP) de risco intermediário tem como tratamento padrão a anticoagulação, ao passo que as estratégias de reperfusão continuam sendo motivo de...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Acesso radial complexo: um protocolo de quatro passos para superar loops e tortuosidades

O acesso radial é, atualmente, a estratégia de escolha para a cinecoronariografia e para as intervenções coronarianas percutâneas devido a sua menor taxa de...

Oclusão percutânea de regurgitação paravalvar em pacientes de alto risco: resultados clínicos e impacto da regurgitação residual

A regurgitação paravalvar (PVL, por suas siglas em inglês) é uma complicação relativamente frequente após a substituição valvar (5–18% global; 2–10% em posição aórtica...

Tudo o que você precisa saber sobre as Jornadas Panamá 2026

Após 7 anos, a SOLACI retorna ao Panamá para realizar suas 54ª Jornadas Regionais, em conjunto com a Associação Panamenha de Hemodinâmica e Cardiologia...