AHA 2020 | Anticoagulação pós-TAVI em pacientes com fibrilação atrial

Os anticoagulantes diretos se associaram a uma menor mortalidade a longo prazo em pacientes com fibrilação atrial que receberam alta após um implante percutâneo da valva aórtica (TAVI) bem-sucedido em comparação com os clássicos inibidores da vitamina K. 

AHA 2020 | Anticoagulación post TAVI

A anticoagulação ótima em pacientes com fibrilação atrial (FA) que ademais são submetidos a TAVI não está bem estabelecida. De fato, estamos apenas começando a conhecer a anticoagulação ideal nos pacientes submetidos a TAVI sem considerar a FA. 

O estudo OCEAN (Optimized Transcatheter Valvular Intervention) incluiu 2588 pacientes que foram submetidos a TAVI entre 2013 e 2017. 403 pacientes dessa coorte (15,6%) tinham diagnóstico prévia de FA e recebiam anticoagulação. O anticoagulante escolhido foi um inibidor direto em 56% dos casos e um inibidor da vitamina K no restante 43,7% da coorte.

Todos os pacientes que receberam alta de forma bem-sucedida após o TAVI foram estratificados de acordo com o tipo de anticoagulantes e seguidos a partir da alta. 


Leia também: AHA 2020 | Efeito do evolocumabe em coronária complexa que requer revascularização.


A média de CHA2DS2-VASc foi de 5,1 ± 1,1, a idade de 84,4 ± 4,7 e o seguimento médio de 568 dias.

Após ajustar as diferenças entre as populações utilizando propensity score observou-se uma menor mortalidade no grupo que recebeu inibidores diretos em comparação com os que receberam inibidores da vitamina K (10,3% vs. 23,3%, p = 0,005).

Conclusão

Os inibidores diretos poderiam estar associados a uma menor mortalidade a longo prazo em comparação com os inibidores da vitamina K em pacientes com fibrilação atrial que são submetidos a TAVI. Estes achados garantem um trabalho randomizado nesta população. 

Título original: Direct Oral Anticoagulants Versus Vitamin K Antagonists in Patients With Atrial Fibrillation After TAVR. On behalf of the OCEAN-TAVI Investigator

Referência: Hideyuki Kawashima et al. J Am Coll Cardiol Intv 2020;13:2587–97 y presentado simultáneamente en el congreso AHA 2020.


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