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ATC em artérias nativas ou pontes venosas, qual das duas tem melhor prognóstico?

A necessidade de uma nova revascularização após a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é frequente, seja por lesão severa gerada nas pontes, por hiperplasia intimal, trombose, aterosclerose ou progressão nas lesões dos vasos nativos. 

ATC sobre arterias nativas o puentes venosos, ¿cuál tiene mejor pronóstico?

É aí que se faz necessário determinar qual é a melhor estratégia em uma nova revascularização: uma angioplastia em uma ponte (venosa ou arterial), em artérias nativas ou uma nova cirurgia, com os riscos que isso implica. 

Não há evidência clara sobre qual é a melhor opção, isto é, se a angioplastia deveria ser feita em uma ponte ou em uma artéria nativa. 

Neste estudo foram analisados 435 pacientes que tinham sido submetidos a CRM e requereram ATC. 54% desse total, isto é, 235 casos, foram realizados na artéria nativa (AN) e os 200 restantes em pontes venosas (SVG).

Não houve diferenças entre as populações. A idade foi de 70 anos, 14% eram mulheres, 40% eram diabéticos, 14% apresentavam deterioração da função renal, 1% se submetia a diálise, 70% tinham tido infarto prévio e 25% tinham sido submetidos a ATC prévia. A fração ventricular ≤ 40% foi observada em 25% dos casos. Houve diferença a favor do grupo SVG nos anos desde a CRM e a ATC (12 anos vs. 10 anos; p = 0,002) e na necessidade de procedimentos de urgência (60% vs. 49%; = 0,021).

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52% dos procedimentos foram realizados por acesso femoral e não houve diferença no vaso tratado, não importando se era vaso nativo ou se correspondia a SVG. Por outro lado, houve diferença no número de stents (que foi maior nas AN) e no diâmetro (maior nas SVG). Não houve diferenças no comprimento. 

Usou-se mais stents de metal nas SVG e o fluxo TIMI III foi maior nas AN. Além disso, a presença de no reflow foi maior na SVG (10% vs. 0,4%; p < 0,001).

Para homogeneizar as populações fez-se um Propensity Score Matching, ficando 167 pacientes em cada grupo. 

Leia também: FFR e IFR: falamos do mesmo?

Em 12 meses de seguimento o MACE foi maior no grupo SVG, dirigido por infarto e por nova revascularização. 

Na análise multivariada as SVG foram um preditor de MACE (hazard ratio [HR] 1,725, 95% confidence interval [CI] 1,049–2,837), dirigido por necessidade de uma nova revascularização (HR 2,218, 95% CI 1,193–4,122) e por infarto (HR 2,248, 95% CI 1,220–4,142), sem haver diferença em termos de mortalidade em 12 meses.

Conclusão

Comparada com a ATC em artérias nativas, a ATC em pontes venosas se associa a maior incidência de MACE em um ano dirigido principalmente por infarto e revascularização. 

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: One-year outcomes of percutaneous coronary intervention in native coronary arteries versus saphenous vein grafts in patients with prior coronary artery bypass graft surgery.

Referência: Amr Abdelrahman, et al. Cardiology Journal 2022, Vol. 29, No. 3, 396–404. DOI: 10.5603/CJ.a2020.0131.


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